terça-feira, 25 de outubro de 2011

... meu sobrinho nasceu


Quando nos mudamos para Paris, minha irmã estava gravidinha.
O tempo foi passando e acompanhei pelo Skype sua barriga crescendo.
Conversei on-line com meu sobrinho, vi algumas ultra-sonografias e, de vez em quando, a barriga mexendo.
Pelas nossas contas e inspiração, Guilherme chegaria a partir da última semana de setembro mas antes do meio de outubro.

Arrisquei a compra da passagem para o dia 24 de setembro. Cheguei dia 25 e ainda tive tempo de ver o barrigão da Fabi, ir com ela ao salão de beleza e na última consulta antes do parto.

Guilherme nasceu dia 27, com 50 cm e 3,650kg. É um amor de bebê. Mama muito, dorme até trocando fralda e só chora quando está com fome. Ah... e quando tem as famigeradas cólicas, mas isto é só aos domingos. Vai entender...

Das 3 semanas que estive em Campos, passei duas em estágio intensivo com a Fabi. Foi lindo ver minha irmã se tornar mãe, se recuperar muito bem da cirurgia e ganhar desenvoltura para as atividades maternas a cada dia. De repente, ela já sabia trocar fralda, dar banho e cortar unha sozinha. Confesso: fiquei orgulhosa!

Também vi meu cunhado cientista se tornar pai. Ele sabe a temperatura ótima da água e do ambiente, conhece toda a fisiologia por trás do soluço; iluminação e imagem são com ele mesmo! Mas o que nenhum pesquisador publicou, ele descobriu em seus experimentos:  enquanto a cólica não passa, só o carinho acalma. E peito de pai também tem poder!

Ao mesmo tempo, vi um lado nada mágico deste momento. O cansaço bate e bebê não tem botão de "soneca" que você aperta e ele só volta a chorar daí a 10 minutos. Quando é hora de mamar, é hora de mamar. E já que estamos acordados, a mãe aproveita para beber um tantão de água, comer alguma coisa porque amamentar dá fome... E tem um sagramento que dura dias e dias, e a dor do corte da barriga... E tem as saídas do banheiro às pressas porque o bebê ainda não sabe esperar um pouquinho... E tem as fraldas! Quando você pensa que a bundinha do bebê já está limpinha, cheirosinha, com pomada e pronta para colocar a fraldinha nova, lá vem outra enxurrada. Vamos começar tudo de novo... Olhem, não são reclamações! São constatações. Coisas que não tinha visto nem vivido antes. Agradeço muito a minha irmã por esta oportunidade.

Além do mais, tem aquelas espreguiçadas lindas durante o soninho, aqueles olhinhos procurando de onde vem a voz dos pais, aquela boca pequenina tentando acertar o bico do peito e aquele soninho gostoso com suspiro e tudo no seu colo.

Guilherminho já vai fazer um mês e eu conto os dias para vê-lo de novo e dar um cheiro naqueles cabelinhos. Sei que ele não vai se lembrar de mim, mas jamais vou me esquecer das nossas primeiras horas juntos e deste estágio que me deu o título de TIA.

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