e o barquinho a deslizar
no macio azul do mar
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Decidi viajar, de última hora, para Lisboa...
Luciana foi participar de um congresso nesta semana na capital portuguesa, e lá fui eu com ela para passar pouco mais do que 24 hs em Lisboa...
Felizes da vida por sair da França exatos 99 dias após desembarcarmos em Paris para nossa aventura européia, embarcamos no avião da easyJet, uma dessas companhias low cost, sem nenhum planejamento prévio (a mãe do Gui não nos perdoará jamais por isso...). Chegamos a Lisboa as 13 h de sábado, e a primeira alegria foi o tempo, de verão mediterrâneo, igual ao clima do Rio, a segunda alegria foi comprar um guia turístico de Portugal, em português!!
Pegamos o taxi e descobri que o hotel, ficava, bem, FORA de Lisboa hehehehe, isso foi tudo o que consegui entender do taxista nativo que não parou de falar por 30 segundos, teoricamente, em língua portuguesa. Bem, o lugar é lindo (como em todos os congressos), de praia, com vista para Caiscais, e uma piscina convidativa... Claro, não trouxemos sunga e biquíni (segura à emoção Gui!), então decidimos que o melhor era fazer o check in e "meter o pé" pra Lisboa...
Nos vimos pegando um autobus (onibus) para Caparica, de onde embarcamos na barca que atravessou o Rio Tejo rumo Lisboa... Pois é, ao invés da ponte, pegamos uma barca, de onde víamos o Cristo em um belo dia de sol... Lembrei-me do tempo que andava de barca Rio-Niteroi... Em tempo, aqui, o Cristo é Rei, e não tem a vista do Corcovado, mas, é bonito também.
Ao chegar ao Cais do Sodré, descobrimos que aquele lindo guia que acabamos de comprar... Deixamos no hotel! Perdidos, sem nenhuma preparação prévia, começamos a nos divertir (perder) por Lisboa... Fiquei impressionado com os telhados das casas com telhas como as do Brasil, tão bom! E diferente dos de Paris. Olha só:
Compramos um mapa e subimos a Rua do Alecrim em direção ao Rossio. Passamos pela bela praça com a estátua de Camões:
Depois seguimos, passando pela estátua de Chiado, onde fizemos uma parada estratégica, para comermos, bolinhos de bacalhau! (em Portugal, pastéis de bacalhau), realmente com muito bacalhau.
Continuamos rumo às ruínas do convento do Carmo:
Desta passarela que dá acesso ao Elevador da Justa, se tem uma bela vista da praça D. Pedro IV de Portugal (D. Pedro I do Brasil):
O elevador da Justa é muito bonito, qualquer semelhança com Salvador é mera coincidência:
Ao descer vimos de perto a estátua, chafariz, e o Teatro de D. Maria II (irmã de D. Pedro II do Brasil).
Neste teatro, havia o anúncio de uma escola de artes e cinema, claro, lembrei-me de minha maninha cineasta!
Depois caminhamos pela praça dos restauradores (homenagem aos restauradores da independência portuguesa após domínio espanhol em 1640:
Depois, até o Largo/ Praça da Figueira, onde há a estátua de D. João I (instaurador da dinastia de Avis). Muito bonita a praça, de onde pegamos, no susto, um autocarro (micro-onibus) para o Palácio de São Jorge, antigo Palácio Real, hoje museu e Jardim... No caminho a confusão nas ruelas da parte antiga é total! Gente caminhando, bonde, onibus, carro, moto em uma rua com metade da largura das ruas do Recreio ou de Campos!
Na parte intra muros, ficamos impressionados com as casas apertadas, e como o pessoal põe roupa no varal do lado de fora das casas! Nestas ruelas, encontramos cafés, lojas, restaurantes e uma igreja (já fechada a visitação, infelizmente, pois adoro igrejas...).
No caminho de volta, realizei um antigo sonho, comer bacalhoada em Portugal! Pedi o bacalhau a Santiago, e me deliciei! Luciana comeu sardinhas frescas, hehehe, bem frescas... Mas confesso, o bacalhau da mamãe é melhor...
Voltamos a pé para o Cais do Sodré passando por uma bela praça com vista para o Tejo:
Depois, passamos pela Sé de Lisboa:
Depois passamos pela parte da cidade reconstruída pelo Marques de Pombal, após o terremoto de 1755, que destruiu boa parte da cidade. Linda praça, já quase ao por do sol (por volta das 21 h).
Voltamos de barca, depois desta bela tarde onde pude me sentir quase em casa, falar minha língua (ou o mais próximo possível dela) e, confesso matar um pouco da saudade do Brasil. Temos muito dos patrícios portugueses, como era de se esperar, mas, não deixa de ser surpreendente, passear por ruas que muito se parecem com o centro antigo do Rio e de Salvador e entender um pouco de onde viemos...
No domingo, acompanhados pelo Dr. Maurício Resende, fomos explorar a área do Belém, onde visitamos o monumento aos descobrimentos, onde se tem a representação dos principais personagens da era dos descobrimentos, incluindo ele, Pedro Alvares Cabral.
E também a rosa dos ventos, doada pela África do Sul aos portugueses pela ocasião da construção do monumento, nesta rosa, são apresentadas as rotas principais dos descobrimentos portugueses.
Também exploramos a Torre de Belém, que tem uma das mais bonitas vistas de Lisboa (e as escadas mais estreitas e de trânsito mais caótico que já passei), e de onde as caravelas portuguesas saiam em direção aos descobrimentos. Vejam que fotos bonitas:
Também passeamos pela praça em frente ao impressionante Mosteiro dos Jerônimos, com arquitetura manuelina, realmente linda!
Não pudemos entrar, pois já era hora de almoçar (aliás, Luciana escolheu um restaurante com rodízio de Lagosta! Sensacional!) e depois, era minha hora de ir para o aeroporto, de autobus claro! Deixando para trás este céu azul Brasil...
Voltei a Paris, com aquele sentimento de quero mais! E sabendo que existe uma terra pertinho de casa para matar saudades do Brasil...
Portugal, vamos nos ver de novo, mas prometo, de forma mais planejada, pra deixar a mãe de Gui orgulhosa de nós!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
... fui no show da Maria Rita
Maria Rita não é só a filha da Elis Regina. Ela é Maria Rita, por ela mesma, também. Uma presença incrível no palco, uma voz maravilhosa, uma emoção de arrepiar.
Quando soubemos do seu show, juntamos nossa admiração por ela, a saudade de ver um monte de brasileiros juntos, a curiosidade de conhecer o Cabaret Sauvage, no Parc de la Villette, e lá fomos nós.
A primeira boa constatação é que é muito fácil chegar lá. Andamos por 3 minutos de casa até a estação, pegamos o metrô e 30 minutos depois já estávamos na nossa estação final. Caminhamos um pouquinho por dentro do parque e chegamos ao Cabaret Sauvage.
A segunda constatação é que brasileiro gosta mesmo de uma fila. O show estava marcado para as 20:30, chegamos no local às 20 e encontramos aqueeeeeeela fila de brasileiros. Mas, olha, nem tinha necessidade. Depois de passarmos pela entrega do ingresso, podíamos ficar num hall ou numa varanda esperando que o espaço do palco fosse aberto. Bem... coisas de brasileiro mesmo...
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| Créditos: Nadia Benchalal e Conexão Paris |
Por dentro o Cabaret é lindo! Tem a forma de um circo e no lugar da lona, veludo vermelho. Colunas com espelhos e iluminação a meia luz completam o charme da casa.
Por fim, mais uma constatação: Maria Rita é um show a parte!
No vídeo abaixo, uma música do seu DVD. Por que será que esta foi a escolhida para estar aqui?
quinta-feira, 7 de julho de 2011
... eu preparo Creme de ervilha com bacon
Com bacon sim! Porque eu sou uma pessoa que às vezes sucumbe às tentações.
Quando vi, o bacon já estava picadinho soltando aquela gordurinha gostosa na panela. Ele ficou lá até ficar bem crocante, então recolhi todos os pedacinhos para descansarem sobre uma toalha de papel.
Na gordurinha refoguei uma cebola picada, juntei uma cenoura, uma xícara de ervilha seca e um bouquet garni (já falo deste bouquet).
Acrescentei 1 litro de água fervente e fechei a panela de pressão. Quando ela começou a apitar, contei 15 minutos e desliguei. Retirei o bouquet e bati tudo no liquidificador. Voltei o creme para a panela e coloquei duas colheres (de chá) de sal.
Voilà! Prontinho! Para dar um toque de glamour, servi no pão italiano e salpiquei os pedacinhos de bacon.
Ah! O bouquet garni... Não tem mistério. É só um amarradinho de ervas como esse aqui, ó!
Esse já veio pronto e tem só louro e tomilho, mas você pode preparar um com ervas frescas como as Rainhas do Lar já ensinaram aqui.
Ainda sobre o nosso creminho de ervilha, dá para prepará-lo sem panela de pressão. Neste caso, é só deixar a ervilha de molho por algumas horas antes do cozimento. E se o bacon não faz parte do seu show, refogue a cebola em azeite de oliva.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
... eu ando de roda gigante
Todo verão, um parque de diversões se instala no Jardin des Tuileries. Roda-gigante, trem fantasma, bate-bate, montanha-russa... Um sonho! A foto abaixo, não fui eu que tirei, mas copiei de outro site para dar uma idéia do tamanho da roda-gigante.
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Quando passamos por lá no sábado, não resistimos. Estava um dia lindo e curtimos uma vista maravilhosa da cidade!
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| Linda vista da torre e algumas pessoas penduradas no brinquedo ao lado. |
| Vista do parque em baixo, e a região de La Defense ao fundo. |
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| Vista do Louvre e sua pirâmide |
sexta-feira, 1 de julho de 2011
... eu preparo Papillote de Lieu Noir
Desde que cheguei por aqui, só tinha tido coragem de comprar salmão.
Salmão é salmão em toda parte do mundo! Não tem como errar, ora pois!
Mas como dizem por aí, "tudo o que é demais enjoa" e eu já não via a hora de experimentar outro peixe. Hoje confiei no peixeiro e trouxe um filé de Lieu Noir.
Pelo que andei consultando (viva a internet!), em português ele se chama Escamudo, em inglês Saithe e em espanhol Carbonero. Nunca vi este tal de Escamudo no Brasil, então meus papillotes eram de viola, linguado ou pescada.
Gosto muito de papillote. É simples de fazer, não suja quase nada e é direto no forno.
Eu fiz o seguinte, abri uma folha de papel alumínio (parte brilhosa para dentro) sobre uma forma que pode ir ao forno.
Cortei cenoura em palitinhos e coloquei sobre o papel. (Corte direitinho esta cenoura pois esse o único trabalho que você terá!)
Debulhei algumas ervilhas sobre as cenouras. (Se não encontrar estas ervilhas, pode usar vagem.)
E coloquei o peixe nesta caminha saudável. Por cima dele, sal, pimenta moída na hora, salsa e cebolinha picadas, uma colher de azeite e uma colher de suco de limão.
Fechei bem o pacotinho e foi para o forno por 30 minutos.
Não falei que era fácil? Olha aí o resultado.
Variações sobre o mesmo tema incluem no papillote camarão, tomate, cebola, alho-poró, abobrinha, vinho branco... Fique a vontade! O papillote é seu!
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